sábado, 2 de maio de 2009

blogagem coletiva - o filme da minha vida

Vaguei pela net nessa noite. Fazia tempo que não dedicava uma das minhas noites de insônia à internet. É evidente que, de certa forma, a net perdeu um pouco, mas só um pouco, de sua graça. Mas o problema (se é que assim pode ser chamado), é que estou no último semestre da faculdade. E eu não vou ficar aqui explicando o que isso significa. Além de ser cansativo, o propósito não é esse. O que quero é dizer que indo ao blogue do Jens tomei conhecimento da blogagem coletiva “O filme da minha vida” proposta pelo blogue Fio de Ariadne. Mesmo não inscrita (eu sou uma rebelde!), fiquei com vontade de escrever sobre o filme da minha vida. É uma tarefa difícil escolher um, só um filme, como sendo o da sua vida. Eliminando um aqui e outro acolá, fiquei entre As Pontes de Madison e O crime do padre Amaro. Quem assistiu ao belo filme de East deve entender o motivo. Assim como quem também assistiu aO crime do padre Amaro deve estar se perguntando como pude chegar a tão estranha equiparação. Vamos lá.
Há uns anos atrás, eu me sentia a própria Francesca, só que sem o Robert. E chorava porque essa certeza [que] só ocorre uma vez na vida ainda não tinha acontecido na minha. O Robert apareceu e o Robert se foi. Hoje, o que há, sou eu, a Francesca. Isso me faz chorar. E depois serei eu aquela Francesca senhorinha que recebe de volta todas as cartas que enviou, a passagem que nunca foi utilizada, os livros que compartilhou. E chorarei. Eu sei, soou bem charlatão. Madison não merece isso. Então tá, basicamente é isso: As pontes de Madison poderia ser o filme da minha vida porque me faz chorar. E creiam, não é fácil um filme me fazer chorar. Pode parecer estranho essa analogia, mas é coisa de pele. Sinto na pele a falta que Francesca sente da pele de Robert. E é só isso que falta: a pele dele. Todo o resto é preenchimento. Não queiram entender... Basta saber que As pontes, em mim, é atemporal.
Queria estar bem enganada, mas eu sei que em algum momento, e não falta muito, vou chorar por causa do filme O crime do padre Amaro. Não, não é de desgosto. Só o fato de ter o Gael já é motivo suficiente para não amaldiçoar o Carrera. E deixem-me ser superficial (ou frívola?). Explico: esse filme, ou melhor, essa adaptação cinematográfica da obra literária do sr. Eça, é tema do meu TCC. Tenho 15 dias (15 dias!) para terminá-lo, entregá-lo ao orientador e ainda transformá-lo em artigo científico. E resolvi que vou reler o livro e vou assistir novamente ao filme para só depois fazer as correções necessárias. É provável que eu chore em algum momento desses próximos 15 dias (15 dias!). Se isso não acontecer, tenho a impressão que chorarei ou durante a apresentação para a banca (maldita timidez!) ou depois da apresentação. Torçam para que seja depois. E acho que vou chorar quando for a Portugal, em julho, por conta dessa pesquisa. E acho que em julho, quando (depois ou antes, mas não durante! Se Deus quiser!) apresentá-lo em um simpósio sobre literatura e as múltiplas linguagens (ou algo assim), chorarei. Para mim, Amaro representa a presunção.
Enfim, são dois filmes muito dispares que são significativos por motivos completamente diferentes e, no final das contas, acabei não respondendo como é que pude fazer tão estranha equiparação. Na verdade eu só queria vagar pela net, ter notícias suas e dar notícias de mim...